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(Lusa) – A Comissão Europeia anunciou hoje a criação de um Observatório de Tecnologias Críticas para proteger infraestruturas da União Europeia (UE) de eventuais “lacunas ou dependências”, como as redes móveis de quinta geração (5G) e de defesa.
Em causa está o plano de ação sobre as sinergias entre as indústrias civis, da defesa e do espaço, hoje apresentado pelo executivo comunitário, que prevê a criação de um Observatório de Tecnologias Críticas da UE para fazer “monitorização e análise regulares de tecnologias críticas e das suas potenciais aplicações, cadeias de valor e infraestruturas de investigação”.
Segundo o documento divulgado em Bruxelas, este observatório irá também analisar as “lacunas e dependências existentes” nestas tecnologias ditas como críticas para a União, de áreas como a eletrónica e o digital, o espaço e a aeronáutica, a saúde, a energia e a mobilidade.
“De dois em dois anos, o Observatório, em consulta com as principais partes interessadas, produzirá um relatório classificado sobre tecnologias críticas, dependências, cadeias de valor e infraestruturas de ensaio para a defesa, espaço e indústrias civis relacionadas”, refere o plano de ação, onde se acrescenta que estas “tecnologias críticas estão sujeitas a mudanças à medida que surgem inovações”.
Com base nesses relatórios, caberá então à Comissão Europeia desenvolver roteiros tecnológicos para “impulsionar a inovação em tecnologias críticas para os setores da defesa, espacial e civil afins e estimular a cooperação transfronteiriça utilizando todos os instrumentos relevantes da UE de uma forma sinergética”.
Em concreto, isto permitirá identificar ao nível comunitário “as necessidades políticas e acesso a oportunidades de financiamento”, mas também as “necessidades tecnológicas e socioeconómicas mais vastas com vista a fomentar a informação cruzada”.
Abrangidos por esta iniciativa serão não só os governos nacionais, mas também a indústria, o meio académico e a sociedade civil.
No que toca às tecnologias críticas, uma lista publicada no plano de ação hoje divulgado faz menção a infraestruturas de cibersegurança e ciberdefesa de computação de alto desempenho, espaços de nuvem e de dados, comunicações e redes (como o 5G), os sistemas automatizados (como de carros autónomos) e ainda à área espacial (como aviões civis e satélites) e energética (incluindo armazenamento de energia, resiliência energética, energias renováveis, hidrogénio e nuclear).
Falando em conferência de imprensa, em Bruxelas, a vice-presidente executiva de Uma Europa Preparada para a Era Digital, Margrethe Vestager, notou que este “é o primeiro plano de sempre” que prevê a interligação de instrumentos de inovação no domínio espacial, da defesa e da investigação civil.
Por seu lado, o comissário do Mercado Interno, Thierry Breton, vincou que o novo observatório será um “instrumento importante para conhecer as infraestruturas críticas” da UE.
Este plano de ação visa, assim, intensificar a complementaridade entre programas e instrumentos da UE em matéria de investigação, tirando assim partido do Fundo Europeu de Defesa, bem como facilitar a utilização dos resultados da investigação na indústria civil e da inovação por ela impulsionada nos projetos de cooperação europeia no domínio da defesa.
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