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Seis meses depois de me mudar para a cidade Luz, procuro a minha Portugalidade. Nunca fui muito saudosista, mas a saudade tem outro sabor quando estamos longe. Longe daquilo que conhecemos, daquilo que nos é familiar e que nos torna pertença de um sítio. E retirado o chão que conhecemos como nosso, procuramo-lo nas externalidades que nos surgem.
Porque sou uma portuguesa que não come bacalhau nem ouve folclore, procuro um novo Portugal e encontro.
Quem sai da estação de metro de Cjignancourt depara-se com um chupa chupa gigante em forma de coração. E não há como não sorrir à brincadeira, ao amor. Na altura não sabia que é um coração português, da artista Joana Vasconcelos, envolto em azulejos e polémica, mas isso são outras histórias.
Mais abaixo, perto da Gare du Nord passo por uma parede familiar cuja textura picada reconheço. Um outro português passou por ali deixou um toque de poesia àquela zona, agora menos, degradada.
Continuando pra sul vejo as andorinhas e as abóboras da Bordalo Pinheiro do outro lado da rua. Atravesso e dou por mim a ansiar por uma travessa em forma de couve. Porque em Paris não há couves como em Portugal.
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