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Independentemente da idade da criança, não há dúvida que a escola é necessária para todo o seu desenvolvimento em várias vertentes, nomeadamente cognitivo, psicossocial, psicomotor, etc. etc.
É na escola que se aprender a ler, a escrever, a fazer contas, respeitar as rotinas e os horários. Adquirem-se capacidades e conhecimentos e aprende-se a reflectir, a debater, a questionar, a fazer uso das capacidades intelectuais, a socializar e a aceitar as diferenças e a respeitar e outro.
À medida que se vão ultrapassando etapas, a escola permite trabalhar e valorizar a inteligência, aprender a estudar, ganhar prazer em aprender e a superar-se a si próprio, desenvolver talentos, descobrir vocações, confrontar situações, adquirir a determinação necessária que permite ir obtendo cada vez mais conhecimentos e mais cultura geral.
É ainda na escola que se define e afirma a identidade, a sua condição social, a sua língua, os seus hábitos, a sua cultura.
A escola dá as ferramentas para a criança se tornar um cidadão crítico e preparado para a prática de seus deveres e por conseguinte, para a conquista de seus direitos.
Porém, coloca-se sempre a questão de como cativar e motivar as crianças para que a escola desempenhe o seu papel de facilitador de experiências e conhecimentos.
Numa época de horários sobrecarregados, em que o tempo parece que voa e onde as expectativas em relação ao seu desempenho são demasiado elevadas, deveríamos ser capazes de lhes assegurar o tempo e o espaço necessários para descobrirem as alegrias e os benefícios “do brincar”.
As brincadeiras quer as dirigidas quer as espontâneas são um fenômeno universal e um direito das crianças, ambas as brincadeiras são gratificantes e divertidas e oferecem inúmeros benefícios:
- Lúdicas: as brincadeiras ajudam as crianças a desenvolverem as competências base da sua aprendizagem da leitura, da escrita e da matemática.
- Sociais: as brincadeiras oferecem oportunidades de socialização com os pares da mesma idade, de aprender a entender os outros, de se comunicar e de negociar.
- Cognitivas: as brincadeiras encorajam as crianças a aprenderem, a imaginarem, a categorizarem e a resolverem problemas.
- Projectivas e terapêuticas: as brincadeiras permitem às crianças expressarem-se sobre os aspectos perturbadores de seu quotidiano, tais como o stress e os conflitos familiares e sociais.
E se por todos estes motivos, brincar é tão importante, todas as aprendizagens em forma de brincadeira são verdadeiramente relevantes. Os conhecimentos são mais rapidamente assimilados e duradoiros.
Portanto e resumindo, não nos devemos nunca esquecer que A escola deve ser levada a sério, mas sempre a brincar.