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Foi em 1148 que D. Afonso Henriques aqui chegou…
Recuamos à época de 308 a.C. para reconhecer a presença de um povoado Celta na região de Óbidos cuja presença foi referida por vários autores do século passado e que não obstante a inexistência de provas arqueológicas, alguns autores arriscaram publicar este facto.
“A arqueologia demonstra através de escavações arqueológicas no Outeiro da Assenta, a escassos quilómetros da Vila que o território já era povoado na idade do Cobre”.
Não é de estranhar que tal tenha sucedido. A presença da Lagoa nas proximidades de um vale fértil e protegido climatericamente favoreceu a colonização por povos na região. Foi em 1994 que foram identificadas estruturas do período romano na zona de Eburobrittium a escassos metros das muralhas e foi aí também que se concentraram as atenções para a possibilidade de um povoamento estratégico entre Santarém, Leiria e Lisboa.
As datações deste núcleo urbano estão aproximadamente entre o decénio de séc. I a.C. e séc. V d.C.
A presença da civilização Islâmica no território provocada pelos avanços decorridos na Península Ibérica no início do séc. VIII veio constatar a apropriação do núcleo urbano com a construção de algumas estruturas como a Alcáçova e uma certa liberdade na utilização do espaço público, longe da métrica regular das povoações romanas. Subentende-se pela apropriação da território na malha urbana que tal como outros povos, os muçulmanos terão já encontrado uma povoação fortificada em Óbidos.
Foi em 1148 que D. Afonso Henriques aqui chegou como contam estórias do séc. XIX. Santarém e Lisboa conquistadas em 1147 foram o primeiro passo para uma conquista sem oposição deste território. Não faria sentido que acontecesse o contrário tendo em conta que não houve feroz resistência ao novo domínio, trazido pela reconquista e veio trazer um período de adaptação e uso com base em novos costumes. “Apesar disso, ou talvez mesmo por isso, este era um território apetecível dotados de bons solos agrícolas, riqueza florestal, lagoa navegável, recursos marítimos e uma localização geográfica invejável ligando Leiria a Lisboa e uma das portas de acesso de Santarém ao mar.”
Foi no decorrer dos séculos seguintes com a colonização do território por cristãos que se viu a construção de diversas igrejas e a bênção da entrega, como dote de casamento, da Vila às Rainhas de Portugal.
O desenvolvimento urbano e maioritariamente a construção de igrejas, o aqueduto com o seu sistema de distribuição de água por toda a Vila e a consolidação do Castelo foram sendo acrescidos com o passar dos séculos mas atribui-se a grande riqueza arquitectónica e a beleza das obras edificadas às Rainhas de Portugal, designando este feito pela Casa das Rainhas até à sua extinção no decorrer do ano de 1837. É de notar que durante estes séculos se assistiu à sua valorização mas também à catástrofe de 1755 com o Terramoto de Lisboa causando graves estragos em toda a Vila e muralhas.
Foi já no decorrer do séc. XX que se reiniciou a reconstrução das muralhas do Castelo e à apropriação da Vila como um dos símbolos da Nação pelo Estado Novo dando um especial enfoque à sua importância na construção do destino turístico de excelência que é hoje.
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