
Esta publicação é da responsabilidade exclusiva do seu autor!
Mais um dramático episódio com os agentes de segurança, em Bruxelas. Dois polícias foram vítimas de um feroz ataque, com arma branca. Um deles, o malogrado Thomas Monjoie, de 29 anos e natural de Donceel – Liège, não resistiu aos ferimentos e acabou por falecer! O seu colega de serviço teve alta hospitalar, dois dias depois.
Quinta-feira à noite - 10 de Novembro, ambiente citadino normal quando, de repente, num cruzamento na Rue d'Aerscott Scharbeek se dá o drama! Uma zona da cidade onde o crime espreita a cada hora. O autor o golpe, de navalha armado consumou o seu intento: atacar e ferir de morte a polícia. "Uma pessoa conhecida por ser radicalizada apresentou-se num posto de polícia, declarando ódio em relação aos agentes da polícia e a vontade de cometer o irreparável. Este foi um crime anunciado, que ninguém travou. Como foi possível?" Interrogaram-se os sindicalistas, que apontaram outras lacunas e falta de meios, para o exercício na missão, tantas vezes ingrata, de amparo e de protecção à população. O suspeito é considerado um psicopata e tem cadastro policial. Já tinha sido encarcerado por outros crimes.
As cirenes dos veículos azul e branco, as luzes e toques dos bombeiros, também eles presentes fizeram-se ouvir, num alerta e lembrança de outros casos, que visaram ataques à polícia.
Esta ocorrência veio levantar de novo as vozes da contestação, com várias manifestações e a mobilização dos sindicatos, que acusam, os ministros da Justiça e do Interior. "Não podemos fazer de conta, de não sermos escutados e atendidos, apesar dos gritos de alarme lançados, sobre a destruição sistemática do nosso estatuto, da falta de financiamento e da comunicação, provocando drama atrás de drama. O poder judicial, neste caso, não viu o perigo! O conjunto da polícia pede contas aos poderes politico e judicial. Que estão desligados de uma realidade vivida no terreno, tal como é vivida, quotidianamente, pelos agentes de polícia".
O primeiro ministro belga, Alexander De Croo, também se manifestou, através da sua conta de Twitter. O chefe do executivo belga deu as condolências às famílias das vítimas e recordou que os agentes da polícia "arriscam as suas vidas diariamente para assegurar a segurança dos cidadãos", acrescentando que este ataque o "demonstra uma vez mais".
Nos últimos anos, a Bélgica tem sido o alvo de vários ataques contra agentes da autoridade. O país, onde os atentados terroristas fizeram demasiadas vítimas. O último ataque jihadista de grandes dimensões aconteceu, na primavera de 2016. Perderam a vida cerca de 30 pessoas e três centenas de feridos.
Luso.eu | Jornal Notícias das Comunidades