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Campeã do mundo de Bajas feminina e júnior
Campeã nacional de enduro
3 minutos de leitura
Rita Vieira tem feito um percurso notável no desporto motorizado no feminino e tem seguidores nas redes sociais e um pouco por todo o mundo que a apoiam.
Quem é a Rita Vieira?
Entrou no mundo das motas aos 4 anos. Participou no campeonato nacional de trial aos 8 anos.
Porém, foi mudando para o enduro gradualmente.
Como entraste no mundo das motas?
Já tinha a família ligada ao deporto motorizado. O meu pai estava ligado às motas e o meu irmão 1 ano amais velho que eu já entrava nas competições de trial.
Para além da prática do desporto, o que fazes?
Dou aulas de trial e enduro. Há uns tempos surgiu uma aluna de 11 anos que entrou nestas modalidades sem nunca ter tido qualquer referência na família. Apenas porque gostava deste desporto.
O que pensas desta divisão conservadora entre campeonatos masculinos e femininos?
As equipas poderiam ser mistas, mas infelizmente isso ainda não existe.
Achas que existe entreajuda e apoio entre as mulheres destas modalidades?
A nível internacional as mulheres do enduro e do trial, apoiam-se.
Existem patrocinadores interessados em apoiar a tua carreira desportiva?
Infelizmente a dificuldade em encontrar patrocínios é geral, quer a nível nacional quer internacional. Refiro-me à competição feminina. Por esse motivo, considero uma excelente oportunidade para surgirem patrocínios nestas modalidades no feminino.
Há algum projeto a destacar?
Tenho em mente o Dakar. Os patrocinadores terão ainda uma maior oportunidade de ganhar visibilidade a nível mundial.
Como foi o ano 2022?
O ano que agora está a terminar foi bastante preenchido. Grande concretização a nível pessoal, reflexo de muitas horas de trabalho. Participei no campeonato europeu e várias corridas do campeonato do mundo.
Em resumo:
Campeonato do mundo de enduro, Campeonato nacional de enduro, Campeonato nacional de super enduro e Campeonato nacional de sprint enduro
No mundial de enduro feminino de 2022 alcancei o 3º lugar, o que excedeu as minhas expetativas, pois esperava chegar até à 5ª posição. Foram 2 dias de competição intensa onde atingi o 3º lugar por 3 vezes, debaixo de temperaturas elevadas, durante 75 quilómetros.
A experiência em trial ajudou-te a superar as tuas expetativas?
Claro que sim, a experiência que trago de criança em trial ajudou-me a fazer uma transição mais segura para o enduro.
Qual é a tua maior paixão neste desporto?
Andar de moto em corridas quer de trial, quer enduro.
As motas de competição são adaptadas de alguma forma para as mulheres?
Apenas são adaptadas em função da estrutura de cada atleta, quanto ao peso e altura.
Que conselhos dás aos mais novos, sobretudo aqueles que te seguem nas redes sociais?
Os meus conselhos são:
Continuem com os estudos, treino físico diário, treino regular de mota, participar nas provas e conciliar os calendários escolar e desportivo.
Quais são os teus desejos para o futuro?
Espero continuar a representar as cores de Portugal nas competições em que vier a participar. Desejo que a situação melhore por cá, no que respeita ao desporto motorizado no feminino.
Qual foi a maior dificuldade que encontraste ao longo da tua carreira?
A nível físico, pis nunca se está a 100% permanentemente e a nível monetário, devido à escassez de patrocínios, que como disse, espero que venha a mudar.
Qual foi a tua maior conquista?
Este ano fui a única mulher a terminar a prova de elevada dificuldade «Extreme XL Lagares 2022».