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O Clube de Gastronomia de Ponte de Lima assinalou no último fim de semana mais de 150 anos do consumo de cerveja em Ponte de Lima, no âmbito dos seus eventos dedicados a membros e parceiros.
Desta vez, o grupo de pesquisa e promoção de sabores tradicionais de Portugal, afincadamente de Ponte de Lima, dedicou o encontro a uma recordação daquele que terá sido provavelmente o primeiro negociante do produto alcoólico no concelho. Trata-se de José António de Sequeiros, que em 1864 já se encontrava estabelecido no número 5 do então Passeio D. Fernando, portanto o primeiro prédio voltado ao Lima, encostado á antiga Torre da Expectação.
A data acima salientada refere-se a uma publicidade inserida pelo comerciante na edição d ‘O Lethes, primeiro jornal da nossa terra, edição de Abril de 1864. José Sequeiros anunciava o recebimento de “cerveja de superior qualidade a 120 réis “, que deveria ser importada, pois em Portugal o produto só surge na rede comercial regulada em 1890 com a fundação da Cristal e seguidamente a Portugália. Recuando, recordemos que e 1710 o rei D. João V proibira a entrada no país de bebidas alcoólicas (cerveja, vinhos e aguardentes) decisão régia que perdurou durante quase cem anos, após surgimento de pequenos cervejeiros pela capital. Depois, era comum a importação de cervejas inglesas, alemãs, francesas e espanholas, de acordo com estudos do sector.
A cerveja em Ponte de Lima foi então tema de Tertúlia no Ti – Álvaro, com prova daquela que foi em 2014 a melhor cerveja do mundo, premiada no World Beer Awards! Referimo – nos à belga Tongerlaw, saboreada dum lote trazido de Bruxelas dias antes por fundadores do Clube de Gastronomia de Ponte de Lima, aquando da exposição de António Feijó lá realizada. Acompanhou o brunch, umas bolinhas com recheio de alheira, salpicão de carne Avô Chouriças e outros entreténs.