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Considerada a feira mais antiga de Portugal, no âmbito dum estudo inicial da autoria da historiadora Virgínia Rau e publicado em 1941, e confirmado posteriormente por outros investigadores, a vila de Ponte de Lima suspendeu hoje o seu mercado quinzenal.
O município, designadamente a vereadora do pelouro, Mecia Martins, tomou a deliberação no âmbito de implementação das medidas decretadas pelo governo e aconselhamentos da Direcção Geral de Saúde, de forma a evitar multidões de pessoas e a multiplicação do coronavírus.
Há 900 anos que a feira de Ponte de Lima está documentada, pois no foral de 4 de Março de 1125 concedido por D. Teresa para fundação da vila, constam medidas de protecção aos feirantes; a sua origem, desconhecida, é talvez do período romano, pois a ponte que atravessa o Lima era troço da Via que ligava Braga a Tuy, Lugo e Roma, daí talvez a realização do mercado tenha sido outorgada por imperador , sustentam alguns historiadores.
Mas, a sede do concelho de Ponte de Lima desde o fim de semana que mais parece uma “vila deserta “ ou “ vila fantasma”, referem alguns moradores e visitantes.
A azáfama nos restaurantes no centro histórico para o tradicional Arroz de Sarrabulho não se verificou ontem, até porque alguns dos mais emblemáticos desses locais fecharam portas devido ao Covid-19: o mesmo constatamos desde ontem, mas acentuadamente hoje, com encerramento de diversos tipos de comércio: pastelarias, mais restaurantes, salões de cabeleireiro; outros reduziram o aceso, entre limitação de 4 a 15 pessoas no interior da loja: Intermaché, EDP, farmácias, bancos, papelarias, talhos e as poucas pastelarias/padarias a funcionar.
Mas, no Alto Minho há também registos de solidariedade: a gerência do Design Wine Hotel, em Caminha, ofereceu as suas instalações aos profissionais de saúde que se desloquem á região!
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