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Dia da Língua Portuguesa e da Cultura da CPLP
O dia 5 de maio foi fixado como a data em que é anualmente comemorada a “Língua Portuguesa e a Cultura da CPLP”, uma decisão saída do XIV Conselho de Ministros da CPLP, realizado em junho de 2009, em Cabo Verde. Nesta data, os ministros dos Negócios Estrangeiros e das Relações Exteriores recomendaram aos Estados-membros, às instituições da CPLP, aos Observadores Associados e Consultivos e às diásporas dos países da CPLP, a comemoração do Dia da Língua Portuguesa, tendo em vista a sua afirmação crescente nos Estados membros e na Comunidade internacional.
Com mais de 260 milhões de falantes, presente nos cinco continentes, o português é a 4.ª língua mais falada no mundo, a 5.ª língua com maior número de utilizadores na internet, a 3.ª língua mais usada no Facebook. É língua oficial ou de trabalho em 32 organizações internacionais e língua de trabalho ou de documentação na União Europeia, na União Africana, em Organismos Ibero-Americanos, em Agências e Organizações das Nações Unidas. Recentemente, foi aprovada em Brasília a proposta para que o português seja também língua oficial nas Nações Unidas.
É certo que foi língua de subjugação cultural, mas é muito mais do que isso, é língua de prestígio, língua de expansão, língua de afirmação, língua de tradição, língua de unidade nacional.
É a língua de Fernando Pessoa e de José Saramago, de Jorge Amado e de Carlos Drummond de Andrade, de Ondjaki e de Agualusa, de Mia Couto e de José Craveirinha, de Conceição Lima e de Olinda Beja, de Manuel Lopes e Jorge Barbosa, de Abdulai Silla e de tantos outros que, na variedade das suas vozes, compõem a polifonia melódica de uma língua nacional que vai do Fado à Bossa Nova, do Samba ao Kuduro, da Marrabenta ao Funaná.
Podemos ter de apanhar um autocarro em Lisboa, um ónibus no Rio de Janeiro ou um machimbombo em Luanda, mas a bagunça desta língua tão rica não tem maca porque é uma confusão que só a valoriza.