April 6, 2025

Montenegro esta condenado…

Mar 29, 2024 Hits:2351 Opinião

IMPORTANTE: COMEÇAR BEM

Mar 26, 2024 Hits:1527 Opinião

PÁSCOA DE BENEVOLÊNCIA…

Mar 25, 2024 Hits:1543 Crónicas

Pai. Funções Benéficas…

Mar 19, 2024 Hits:1398 Crónicas

SECÇÃO DO PSD-BRUXELAS …

Mar 18, 2024 Hits:2447 Opinião

Touradas: prática cultur…

Mar 16, 2024 Hits:1665 Opinião

Chega Triunfa no Algarve:…

Mar 12, 2024 Hits:3632 Opinião

Crónicas de uma Portugue…

Mar 11, 2024 Hits:1846 Crónicas

NOITE ELEITORAL E A CONFU…

Mar 11, 2024 Hits:1355 Opinião

A mudança está nas mão…

Mar 08, 2024 Hits:1404 Opinião

Mulher, a seiva da vida

Mar 05, 2024 Hits:961 Crónicas

AUMENTO DE PENAS DE PRIS…

Mar 04, 2024 Hits:1218 Opinião

Delenda Moscua

Mar 04, 2024 Hits:1195 Opinião

PROMESSAS ELEITORAIS

Mar 01, 2024 Hits:1469 Opinião

CANDIDATOS DO PS NA FEIRA…

Feb 29, 2024 Hits:2408 Opinião

Onde estava no dia 25 de Abril de 1974?

O escritor angolano José Eduardo Agualusa é o primeiro autor de...



Esta publicação é da responsabilidade exclusiva do seu autor!


O escritor angolano José Eduardo Agualusa é o primeiro autor de língua portuguesa a vencer um dos mais prestigiados prémios literários mundiais, o International DUBLIN Literary Award, atribuído à edição em inglês do romance Teoria Geral do Esquecimento (D. Quixote, 2012),  A General Theory of Oblivion, na tradução de Daniel Hahn.

 “Teoria geral do esquecimento”, que já recebera o Prémio Fernando Namora em 2013, não é uma obra sobre a memória, e menos ainda sobre lembranças mais ou menos nítidas ou marcantes. É essencialmente uma obra sobre aquilo que não podemos deixar de lembrar.

“Luanda, 1975, véspera da Independência. Uma mulher portuguesa, aterrorizada com a evolução dos acontecimentos, ergue uma parede separando o
seu apartamento do restante edifício - do resto do mundo. Durante quase trinta anos sobreviverá a custo, como uma náufraga numa ilha deserta, vendo, em redor, Luanda crescer, exultar, sofrer. Teoria Geral do Esquecimento é um romance sobre o medo do outro, o absurdo do racismo e da xenofobia, sobre o amor e a redenção.”

O autor explica desta forma a ideia na origem do romance:
“No meu diário - há mais de 20 anos que escrevo um -, encontro a informação de que, no dia 10 de janeiro de 2005, Jorge António, diretor de cinema português, casado com uma coreógrafa angolana, e que vive entre Angola e Portugal, veio propor-me uma ideia para um roteiro. Não gostei, mas falei-lhe do enredo para um romance sobre uma velha senhora que se emparedou num apartamento, em Luanda, pouco antes da independência. Ele gostou da ideia e eu escrevi o roteiro, mas o filme nunca chegou a ser feito. Então essa mulher, a Ludo, continuou a crescer dentro de mim. Acho que nós escrevemos para nos libertarmos dos personagens. Ou melhor, para libertarmos esses personagens que crescem demais. Então, depois de escrever o Milagrário Pessoal, decidi que era tempo de libertar a Ludo. Foi um processo relativamente rápido, porque eu tinha sido a Ludo durante todos aqueles anos. Sabia como ela havia conseguido sobreviver, fechada em casa, durante três décadas.”

Fechada em casa durante três décadas, Ludo, a personagem principal, procura fugir das armadilhas do passado, mas sobretudo das emboscadas urdidas pela memória de um episódio da sua juventude. Escapar ao passado faz-se, no presente, construindo muros de resguardo e de proteção que se transformam, contudo, em tapamentos da realidade de que, desta forma, só conhecerá ecos, rumores. Uma realidade que lhe chega filtrada por testemunhos de terceiros, sussurrada pelo medo, coada pelo silêncio e pela ausência.

As paredes de defesa que constrói à sua volta preservam-na dos efeitos da guerra, mas será isso suficiente? Viver não é muito mais a oportunidade de curar as feridas depois do desastre, enxugar as lágrimas depois do desgosto, aquietar a alma e a consciência depois dos erros para os corrigir e fazer de novo?

Fechada em casa durante três décadas, Ludo mostrar-nos-á que, ainda que tudo seja adverso, ainda que as evidências nos mostrem que o caminho é sinuoso e os ventos hostis, aquilo de que nunca nos podemos esquecer é da extraordinária oportunidade de viver, de sorrir da própria desgraça e de zombar do presente acreditando no futuro.

Luso.eu - Jornal das comunidades
Sofia Santos
Author: Sofia SantosEmail: This email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it.
Para ver mais textos, por favor clique no nome do autor



Luso.eu | Jornal Notícias das Comunidades


A sua generosidade permite a publicação diária de notícias, artigos de opinião, crónicas e informação do interesse das comunidades portuguesas.


luso.eu Jornal Comunidades

A SUA PUBLICIDADE AQUI?

A nossa newsletter

Jornal das Comunidades

Não perca as promoções e novidades que reservamos para nossos fiéis assinantes.
O seu endereço de email é apenas utilizado para lhe enviar a nossa newsletter e informações sobre as nossas actividades. Você pode usar o link de cancelamento integrado em cada um de nossos e-mails a qualquer momento.

TEMOS NO SITE

We have 430 guests and no members online

EVENTOS ESTE MÊS

Mon Tue Wed Thu Fri Sat Sun
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28

News Fotografia