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O Infante D. Henrique – um aventureiro, um visionário, um empreendedor
O Infante D. Henrique de Avis, 1.º Duque de Viseu e 1.º Senhor da Covilhã, Cavaleiro da Ordem da Jarreteira e dirigente da Ordem de Cristo, nasceu no dia 4 de março de 1394, uma quarta-feira de cinzas.
Apesar de a quarta-feira de cinzas ser então considerado um dia pouco propício ao nascimento de uma criança, a verdade é que D. Henrique, quinto filho de D. João I, seria um digníssimo representante da “Ínclita Geração” (Camões, Os Lusíadas”, IV, 50), uma geração de altos infantes que sobressaíram pelo elevado grau de educação, valor militar, sabedoria e iniciativa.
Tendo recebido uma educação exemplar e profundamente religiosa, o cronista Gomes Eanes de Zurara, na Crónica da Guiné, apresenta-o como “príncipe pouco menos que divinal”, evidenciando as suas qualidades virtuosas e pias, o seu caráter leal, o seu espírito laborioso, o Infante D. Henrique conquista o seu lugar na História com mérito e pelo mérito das suas obras.
Responsável pela conquista de Ceuta em 1415 com o propósito de conseguir o controlo das rotas marítimas do comércio entre o Atlântico e o Levante, foi ele o grande impulsionador das primeiras campanhas marítimas para exploração da Costa Ocidental de África.
Dedicado ao estudo da Matemática e da Cosmografia, quando estas ciências apenas começavam a ser conhecidas na Europa, mostrou que só o conhecimento, a informação rigorosa e a observação atenta são capazes de vencer os medos, as superstições e os monstros marinhos que povoam os mares da nossa imaginação e nos impedem de chegarmos onde a nossa vontade nos quiser levar.
O escudo das suas armas tem inscrita a legenda: Talent de bien faire.