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Conhecido como o prato – rei da gastronomia de Ponte de Lima, e desde há uns anos com promoção na Europa, através do Clube de Gastronomia da sede do concelho, tem permitido um retorno na sua procura na restauração. Os emigrantes, turistas nacionais e estrangeiros lideram os participantes para a amplidão do Arroz de Sarrabulho.
Mas, esporadicamente, na sua origem e região, o prato típico limiano, minhoto, voltou ao cardápio de festas, convívios e quejandas reuniões. Foi o que aconteceu no passado sábado, numa organização do Arcozelo Futebol Clube, que dessa forma juntou três centenas de apreciadores, desde as camadas jovens da agremiação, e seus familiares.
Mas, tudo se ficou a dever a um grupo de dirigentes do Arcozelo Futebol Clube, que em boa hora decidiram organizar o evento, no refeitório do Centro Escolar da freguesia. Á volta das panelas e tachos, há que exaltar a coordenadora: Maria das Dores Amorim, cozinheira da casa, secundada de várias esposas de directores do Arcozelo, enquanto eles se responsabilizavam pelo serviço de bar e mesa, um corrupio com vai – vém de travessas para reabastecer, pois o Sarrabulho à moda de Ponte de Lima “ com todos os seus matadores”, era delícia exaltada, um festim para recordar, uma Ceia de Natal a sublimar o empenho e balanço do futebol da localidade que há dois anos não confraternizava desta forma!
Todavia, atribuemos uma nota menos elucidativa na apresentação do menú, corroborada por muitos dos presentes; o diâmetro das belouras e da tripa de farinha têm de ser corrigidos pelo fornecedor, pois o seu tamanho atrasa a fritura, demora a acção gustativa, e no centro dessa miudeza, o produto, na maior parte dos exemplares surge ainda crú ou duro, ou parcialmente queimado, na mesa dos comensais; vários foram os que nos alertaram, e sabemos é tema a considerar em ágapes similares face á sua incentivação nos últimos tempos e à existência duma receita – padrão do prato típico e seus ingredientes aprovada há anos na Confraria Gastronómica do Sarrabulho de Ponte de Lima, da qual integramos o grupo fundador.
E, para finalizar o balanço da actividade gastronómica arcozelense, mais duas notas: a fartura e diversidade das sobremesas, divinais: rabanadas, bolos – rei, outros de ananás, de bolacha, chocolate e brigadeiro; arroz doce e leite creme; frutas variadas, gelatinas, etc, etc.
Em tempo de discursos, Presidentes da Câmara, da Junta e do Clube, agradeceram o grande empenho de todos quantos tornaram possível o manjar. Vivendo a quadra natalícia, o pedido duma prendinha para o sapato, por parte do anfitrião Paulo Fernandes: actualmente com 107 atletas, o Arcozelo Futebol Clube, deve aumentar brevemente esse escol com mais um quarteirão de jovens; pelo que, mais apoios, logísticos e financeiros, precisam-se! Parece que quem aparece, disso não se esquece! E, os políticos estiveram lá…