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13:32:47 A Filosofia, na sua dimensão educacional, nunca se eximiu a colaborar com todas as áreas disciplinares, submetendo-se, inclusivamente, à discussão de assuntos difíceis, hoje em dia tão difundidos: aborto, pena de morte, eutanásia, testamento vital, clonagem, bioética, sentido para a vida, toxicodependência, prostituição, tráfico de órgãos humanos, ecologia, e tantos outros.
A educação não poderia ficar de fora de uma profunda reflexão, sendo a principal interveniente no sistema educativo, como igualmente são importantes a escola, os professores, os alunos, os formandos, os encarregados de educação e a sociedade em geral. Ninguém pode fugir ao debate porque: «o papel da filosofia no planejamento educacional é pensar, a partir dos problemas levantados pelas outras disciplinas, numa perspectiva global.» (FURTER, 1973:11)
Esta humildade filosófica será a marca distintiva do bom professor, do bom aluno, do bom cidadão, ou seja, abertura para aceitar opiniões diferentes da própria. O cidadão que se está a construir, será tocado por esta dignificante virtude, precisamente porque a dimensão educacional do homem constitui um património inigualável e impossível de quaisquer outros seres o possuírem, pelo menos de forma consciente e com objetivos bem definidos.
É inadiável, para a pessoa humana, dar um sentido e dignidade à sua própria vida, porque não pode existir mais tolerância numa sociedade onde o homem continue a ser humilhado, torturado e assassinado. O cidadão que se deseja será suficientemente esclarecido para impedir que prossigam os atos de puro terrorismo, a diversos níveis e atividades humanas.
Bibliografia
FURTER, Pierre, (1973). Educação e Reflexão, 7ª Ed., Petrópolis, Rio de Janeiro - Brasil: Editora Vozes.