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Canábis, Canabidiol (CBD)
Depois de reconhecido o efeito medicinal do CBD, um dos mais de 60 canabinóides presentes na Canábis que fazem parte da planta e de ter sido reconhecida recentemente as suas propriedades pela Organização Mundial de Saúde, tendo também o Instituto Nacional de cancro dos EUA admitido que a Canábis mata células cancerígenas, é inaceitável que Portugal trate os seus pacientes como se fossem traficantes.
Há muitos estudos que provam as propriedades benéficas da Cannabis para a saúde do ser humano, nomeadamente na luta contra o cancro, epilepsia, diabetes, depressão, esquizofrenia, protecção cardiovascular, anti-inflamatória, dor neuropática, anti-emética (náuseas e vómitos na quimioterapia) e ansiolítica entre outras.
Muitos desses estudos favoráveis (http://bit.do/100estudos) são quase sempre pouco divulgados ou ignorados. Há quem refira que esse “limbo” ou secretismo a que são votados esses estudos, tem como finalidade não o não incentivo do uso recreativo entre os jovens.
No nosso dia-a-dia, todos utilizamos “drogas” sejam elas com fins medicinais, ou recreativos; medicamentos químicos, café, álcool, tabaco etc. Nestes casos sim, está provado que estas drogas têm de longe efeitos mais mortais e devastadores na sociedade, que o hipotético uso da Canábis também para fins recreativos, ao ser legalizada para fins terapêuticos.
Só no último ano nos EUA, um total superior a 17 mil pessoas morreram de overdose de drogas ilícitas, como heroína e cocaína. No que referem a overdose de medicamentos legais prescritos por médicos e farmacêuticos (analgésicos e tranquilizantes) também nos EUA morreram quase 26 mil pessoas.
Já o álcool, uma substância ainda mais acessível e legal, ainda nos EUA, só no ano passado matou perto de 31 mil pessoas.
Ao contrário do que querem fazer crer, por overdose a Canábis ainda não matou ninguém em qualquer parte do mundo. A mortalidade pelo consumo da Canábis, até que se atinja o ponto de uma overdose é ZERO.
Um estudo europeu de 2016 refere, que em Portugal cerca de 4% dos condutores mortos em acidentes de viação estavam associados ao uso da Canábis. O mesmo relatório revela ainda que em mais de “85% das overdoses, foram detectadas a presença de álcool e de medicamentos”.
A intenção de alegadamente diabolizarem o uso da planta deixa poucas dúvidas, tendo para isso as autoridades encomendado estudos e relatórios “à medida”, onde afirmam que em Portugal o consumo de Canábis agravou-se nos últimos anos, mas curiosamente não indicam o número de mortes causadas por overdose.
Esta tentativa de descrédito, censória e paternalista com a apresentação destes “relatórios” duvidosos, pagos com o dinheiro do contribuinte, são alegadamente “fomentadas pela indústria farmacêutica e oncológica”, as quais pretende manter o filão das receitas dos tratamentos patenteados.
Sabe-se que o tráfico e o mercado negro geram milhões. Nos EUA, devido à legalização e venda de Canábis, as operações dos cartéis mexicanos reduziram drasticamente “estando mesmo em risco de levá-los à falência”. Assim, não é de estranhar esta desinformação que visa confundir a opinião pública para supostamente favorecer os lóbis, os traficantes e principalmente os maiores interessados na continuação da proibição em Portugal e no Mundo, que é sem dúvidas a indústria farmacêutica.
Em Portugal há várias plantações de milhares de hectares de Canábis e de ópio para exportação.
Em Portugal, o Governo aceitou vários projectos de plantação de Canábis na zona centro do país, tendo já o Infarmed aprovado várias plantações de dezenas de hectares da planta para exportação. Já nos distritos de Beja, Évora e Portalegre é a papoila de ópio que já ocupa milhares de hectares.
Na Europa, a Grécia e a Alemanha legalizaram também a planta para fins terapêuticos em 2017, tal como já aconteceu na Finlândia e na República Checa há alguns anos. O último relatório da empresa britânica Prohibition Partners prevê que, “dentro de cinco anos, o mercado de Cannabis represente 56,2 mil milhões de euros na Europa”, liderado pela Alemanha.
A Cannabis não é só recreativa como querem fazer crer à sociedade, ela é também medicinal e industrial. Especialistas encaram o cânhamo/Canábis industrial como uma alternativa sustentável ao eucalipto, visto que “oferece mais produtividade que qualquer tipo de árvore para a indústria da pasta de papel”.
Não faz sentido ver pessoas em Portugal a correr riscos ao adquirir “secretamente” e com medo, os únicos produtos que conseguem curar, parar ou atenuar as maleitas dos seus familiares e serem penalizados e vistos como criminosos, só porque a indústria farmacêutica a pretexto da falsa “segurança” paternal não abre mão do lucro. Como referi no início, é inaceitável que em Portugal os pacientes sejam marginalizados e criminalizados como se fossem traficantes. Algo terá de mudar.