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Não me interpretem mal. Adoro a TAP!
Sou um pouco nacionalista, e a “minha” TAP, foi sempre a melhor Companhia Aérea do Mundo.
Depois, nos últimos bastantes anos, algo correu mal. Algo correu mal no nosso país. Os interesses de alguns sobrepuseram-se aos interesses de todos. E todos perdemos.
Os prejuízos vieram e a gestão demonstrou graves problemas. As decisões, muitas delas, terão sido erradas. Abandonaram-se alguns dos nossos aeroportos para privilegiar um. O abismo aproximou-se.
Veio um governo cujo ministro que tutelava, e tutela, a área, um optimista sem bases para o ser neste caso, impôs a sua ideia, afirmando que a nossa TAP iria, a breve trecho, ser de novo, a menina dos nossos olhos.
Os factos desmentem-no a cada momento que passa, mas Pedro Nuno Santos diz que "o plano de reestruturação da TAP está a ser cumprido e os resultados estão a ser melhores até do que estava previsto", e garante que "voltará a dar lucro".
Mas lucro onde, e como, se a nossa TAP regista nos dias de hoje, os maiores prejuízos de sempre, 4,3 milhões de euros por dia. Por dia!?!?
Por muito que se goste da TAP, por muito que se queira que a TAP seja a nossa Companhia, do nosso País, como aguentar uma situação destas?
Algo está profundamente errado nesta equação, TAP, Governo, Ministro, Condições Adversas do Mercado, e Covid. E parece-me, digo eu, que são as três primeiras as que têm a maior quota-parte desse erro.
Quem vai conseguir tirar o coelho da cartola, de molde a que isto se componha?
Ou vai acabar por se descompor de vez?
José Fernando Magalhães
Obs - Este artigo encontra-se escrito em Português, e não ao abrigo do suposto «novo acordo ortográfico»
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